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Creatinina
A creatinina não é formada pelo metabolismo corporal, sendo
apenas um resultado do metabolismo da creatina e, portanto, relacionada
com a massa muscular. A conversão da creatina em creatinina é
praticamente constante, sendo que cerca de 2% da creatina total são
convertidas em creatinina a cada 24 horas.
A concentração sérica em indivíduos normais
é praticamente constante, apresentando uma variação
em relação ao sexo e ao volume de massa muscular, sendo
portanto maior nos homens e nos atletas do que na mulheres, nas crianças
e nos idosos. Normalmente, sua excreção não é
afetada pela dieta e pela velocidade do fluxo urinário.
Seus níveis séricos aumentam à medida que ocorre
a diminuição da taxa de filtração glomerular.
Por isso, são utilizados como marcador da função
renal. Os aumentos se tornam significativos quando existe uma perda de
mais de 50% dos néfrons funcionantes, com diminuição
expressiva da filtração glomerular. Níveis séricos
diminuídos podem ser encontrados em crianças e em condições
em que ocorra uma redução significativa da massa muscular.
A creatinina é filtrada livremente pelos glomérulos. Além
da filtração glomerular, há também uma secreção
tubular ativa contrabalançada por um mecanismo de reabsorção
tubular.
Na doença renal, à medida que a taxa de filtração
glomerular diminui, a secreção tubular ativa toma uma proporção
maior no volume de creatinina excretado pela urina, tornando a utilização
do clearance para avaliação da taxa de filtração
glomerular uma ferramenta menos precisa.
Uma outra variável que deve ser levada em conta quando da avaliação
do clearance da creatinina é o uso de fármacos que possam
interferir com a secreção tubular, como os salicilatos,
a cimetidina e a espirinolactona, entre outros.
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