Visão Geral
O mercado de medicina diagnóstica
O mercado de Medicina Diagnóstica engloba tanto exames de análises clínicas, como de diagnósticos por imagem.
Até o início dos anos 90, os exames de análises clínicas eram conduzidos por médicos de uma forma não-padronizada, nos seus consultórios ou em laboratórios de pequeno ou médio porte. O mercado era altamente fragmentado e dependente do reconhecimento de marcas locais.
Desde de meados dos anos 90, o mercado de análises clínicas tem sofrido mudanças significativas, como resultado da aceleração do desenvolvimento tecnológico e da implementação de novas técnicas e serviços capazes de processar testes diagnósticos com alta precisão, eficiência e em volumes maiores. O uso dos recursos da robótica e da computação tem sido o diferencial nas estratégias competitivas. O nível de investimento necessário para a implementação de tais tecnologias aumentou a importância de se alcançar economias de escala, conseqüentemente conduzindo o movimento de integração do mercado.
Atualmente, o segmento apresenta algumas tendências que são comuns entre os mercados globais e o brasileiro:
O desenvolvimento do diagnóstico por imagem como uma ferramenta importante para a medicina diagnóstica;
O desenvolvimento de novas tecnologias para o desempenho das análises clínicas e o uso da robótica e de novas máquinas automatizadas capazes de processar exames em maior velocidade e precisão;
Consolidação do mercado, através de estratégias para aquisições em novas regiões, seguidas de expansão orgânica;
Oferecimento de serviços de apoio (serviços de laboratório-para-laboratório) para laboratórios de pequeno e médio porte, e mesmo para os grandes, em caso de exames raros;
Convergência entre análises clínicas e diagnósticos por imagem - assim são feitos os dois tipos de exames na mesma unidade de atendimento, para a conveniência dos pacientes;
Aumento de segurança e confiança pelos médicos nos testes diagnósticos, aumentando, assim, a demanda por estes exames e a receita gerada por eles;
Envelhecimento da população e aumento da expectativa de vida;
Aumento do conhecimento público sobre saúde em geral e medicina diagnóstica por causa da mídia e da Internet;
Criação de novos exames direcionados para detecção de doenças, consolidando o conceito de medicina preventiva;
Constante desenvolvimento de novos medicamentos, gerando a demanda de pesquisa clínica para a sua aprovação;
Busca incessante por certificados de qualidade;
Racionalização da administração.

Comparação do mercado diagnóstico do Brasil com o dos Estados Unidos.
| Capacidade |
Acima da capacidade
(altamente consolidado) |
Abaixo da capacidade
(altamente segmentado) |
| Médicos |
Laboratórios nas clínicas |
Médicos não coletam amostras
(não é permitido
pelos planos de saúde
e culturalmente
não aceito pelos pacientes) |
Alta influência na decisão
do paciente. |
Influência limitada dos médicos
(escolha do consumidor) |
| Pagamento |
Sistema híbrido: pagamento
pelo exame efetuado
(taxa por serviço)
ou pelo número de pacientes cobertos
(com pagamento nivelado) |
Pagamento por exame
efetuado (taxa por exame) |
Pacientes/
Modelo de negócios |
Sem marca |
Marcas |
Análises clínicas e
diagnóstico por imagem
oferecidos por diferentes
companhias. |
Análises clínicas e
diagnóstico por imagem
oferecidos pela mesma
companhia. |

Tendências do setor público
Abaixo, estão listados os gastos em serviços públicos de saúde do governo brasileiro no âmbito federal, estadual e municipal.
Gastos do governo federal no setor
de saúde pública
(R$ bilhões) |
20.351 |
22.474 |
24.737 |
27.181 |
32.703 |
36.475 |
Gastos do governo estadual no setor
de saúde pública (R$ bilhões) |
6.313 |
8.270 |
10.078 |
12.224 |
15.104 |
17.633 |
Gastos do governo municipal no setor
de saúde pública (R$ bilhões) |
7.404 |
9.269 |
11.759 |
14.218 |
16.141 |
17.920 |
| Total de gastos no Brasil |
34.068 |
40.013 |
46.574 |
53.623 |
63.948 |
72.028 |
Fonte: Ministério da Saúde/ Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa
(Departamento de monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS, 2006)
Nos últimos 10 anos, como conseqüência do crescimento da demanda da população pelo serviço de saúde, o governo brasileiro teve que aumentar seus gastos com a rede do SUS; aumentar a rede do SUS através de investimentos adicionais; e começar a contratação de instituições privadas para prover serviços que a rede do SUS não oferece.
Na tentativa de oferecer serviços de saúde pública com um menor custo e maior eficiência, o governo tem aumentado o número e os tipos de serviços terceirizados, prestados por companhias privadas. A DASA acredita que esta tendência do setor público irá influenciar positivamente seus negócios.

Tendências do setor privado
De acordo com a ANS, o número de brasileiros cobertos por planos de saúde privados e planos de autogestão, incluindo planos odontológicos, tem crescido consideravelmente nos últimos anos, de aproximadamente 30,7 milhões em 2001, para 39,9 milhões em março de 2008, cobrindo aproximadamente 25% da população total, de acordo com a Lafis – Consultoria de Análises Setoriais e de Empresas.
Assistência médica com ou sem odontologia |
30,7 |
31,2 |
31,1 |
31,5 |
33,4 |
35,2 |
37,2 |
39,3 |
39,9 |
Exclusivamente odontológico |
2,8 |
3,2 |
3,8 |
4,5 |
5,5 |
6,4 |
7,6 |
9,2 |
9,4 |
Total |
33,5 |
34,4 |
35,0 |
36,0 |
38,8 |
41,6 |
44,9 |
48,5 |
49,3 |
Os prestadores de serviços do mercado de Saúde Suplementar são agrupados em 4 principais modalidades, que apresentam características próprias:
Autogestão: entidades que operam serviços de assistência à saúde destinados, exclusivamente, a empregados ativos, aposentados, pensionistas ou ex-empregados de uma ou mais empresas, e seus dependentes.
Cooperativa médica: sociedades sem fins lucrativos, constituídas conforme o disposto na Lei n.º 5.764, de 16 de dezembro de 1971.
Seguradora especializada em saúde: sociedades seguradoras autorizadas a operar planos de saúde. Funcionam como seguradoras e indenizam sinistros, não podem possuir recursos próprios.
Medicina de grupo: demais empresas ou entidades que operam planos privados de assistência à saúde. Geralmente possuem recursos próprios.
A restrição orçamentária em todos os níveis, a ineficiência e a falta de investimento em pessoal, equipamentos e tecnologia têm limitado o acesso da população brasileira aos serviços de saúde públicos. Em alguns casos, o acesso aos procedimentos médicos não é disponível ou exige um longo tempo de espera. Como resultado, contratar planos de saúde privados é um dos cinco principais desejos das famílias brasileiras.
| |
|
Seguradoras |
Medicina
de grupo |
Cooperativas
médicas |
Autogestão |
Total |
Número de usuários
(em milhões) |
4,5 |
16,8 |
13,1 |
5,5 |
39,9 |
Companhias |
14 |
683 |
347 |
100 |
1.144 |
Entidade
representativa |
Fenaseg |
Abramge |
Unimed |
Abraspe/
Ciefas |
|

|